Entre muralhas medievais e paisagens toscanas, Siena preserva uma atmosfera autêntica que atravessou séculos. Conhecida por sua catedral imponente, pelo tradicional Palio e por ruas que ainda seguem o traçado da Idade Média, a cidade também chama atenção pelo formato da sua praça principal. Neste artigo, você vai entender o que fazer em Siena, quais pontos merecem ser incluídos no roteiro, curiosidades históricas e dicas práticas para planejar sua visita com calma e mas aproveitando o melhor da cidade.
Um pouco sobre Siena
Segunda a mitologia romana, Siena foi fundada por Sénio, filho de Remo, que foi amamentado por uma loba, junto com seu irmão Rômulo, como conta a história. Aliás, na frente da Catedral de Siena (Duomo), você poderá encontrar uma estátua da loba e dos irmãos.

Siena foi um povoado etrusco, depois, refundada pelo Imperador Augusto, passou a ser uma colônia romana.
A cidade teve grande crescimento em relação à cultura, arte e política e no século XII, se converteu em cidade-estado. Nessa época, existia grande rivalidade entre Siena e Florença. Sua arquitetura gótica é um reflexo desse período.
Lá fica uma das universidades mais prestigiadas da Itália, fundada em 1203, e famosa pelas faculdades de medicina e direito.
O que fazer em Siena
Centro histórico e a icônica Piazza del Campo
O centro histórico de Siena é Patrimônio Mundial da UNESCO. O coração da cidade é a Piazza del Campo, uma das praças mais bonitas da Europa. Ela tem uma forma de concha levemente inclinada e é cercada por edifícios históricos, como o Palazzo Pubblico, sede do governo local desde o século XIII.
É ali que acontece o famoso Palio di Siena, uma corrida de cavalos medieval que atrai milhares de visitantes duas vezes por ano. Mesmo fora da época do evento, a praça é um lugar animado e encantador para sentar em uma cafeteria e observar o movimento.

Duomo de Siena
Um dos destaques de Siena é o Duomo di Siena, uma das catedrais góticas mais impressionantes da Itália. Sua fachada em mármore branco, verde-escuro e vermelho-rosado chama atenção, com esculturas e detalhes esculpidos. O interior é ainda mais impactante, com colunas listradas, mosaicos no piso, vitrais, esculturas de artistas como Michelangelo e Donatello.
É possível visitar também o Facciatone, uma estrutura inacabada da fachada que teria feito parte de um projeto ambicioso de expansão da catedral. O plano era transformar o Duomo na maior igreja da cristandade, mas a obra foi interrompida pela peste negra em 1348. Hoje, essa parte incompleta serve como um mirante espetacular. Subindo uma escada estreita, chega-se ao topo da estrutura e, de lá, é possível ter uma das vistas panorâmicas mais bonitas de Siena, com o casario terracota se espalhando entre colinas suaves da Toscana.
Outro ponto imperdível dentro da própria Catedral de Siena é a Biblioteca Piccolomini, anexa à nave esquerda. Construída no século XV, ela foi encomendada pelo cardeal Francesco Piccolomini, que mais tarde se tornaria o Papa Pio III, em homenagem a seu tio, o Papa Pio II. O espaço é pequeno, mas impressiona pelos afrescos renascentistas que cobrem todas as paredes e o teto. As cenas retratam momentos importantes da vida do Papa Pio II e são ricamente coloridas, em ótimo estado de conservação.
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O que fazer em Siena: passeios que valem a pena nos arredores
Depois de visitar a Piazza del Campo e o Duomo, ainda há outras experiências que valem ser incluídas no roteiro por Siena. Uma delas é o Museo dell’Opera Metropolitana, localizado ao lado da catedral. Ele abriga esculturas originais que decoravam a fachada, relíquias religiosas, manuscritos antigos e obras de artistas como Duccio di Buoninsegna. O museu faz parte do bilhete combinado OPA SI PASS, que também inclui o acesso à catedral, ao Facciatone e à Biblioteca Piccolomini – uma opção prática para quem deseja visitar o complexo completo e evitar filas.
Um passeio que muita gente ignora, mas que vale a pena, é o caminho até o Santuário de Santa Catarina de Siena. Localizado a cerca de 10 minutos a pé da Piazza del Campo, o santuário foi construído onde ficava a casa da santa e conserva uma atmosfera de devoção. A entrada é gratuita e o interior inclui uma pequena igreja e espaços dedicados à vida e às visões místicas de Catarina.
Outra opção para ampliar a experiência é explorar as antigas muralhas da cidade, que ainda cercam boa parte do centro histórico. Em alguns trechos é possível caminhar nas imediações das muralhas ou subir a rampas que oferecem vistas panorâmicas dos vales toscanos ao redor.
Nas ruas próximas à Piazza del Campo e à catedral, há muitas lojinhas de artesanato e mercados locais, que vendem desde embutidos e queijos típicos até cerâmicas coloridas e papelaria artesanal. É uma ótima oportunidade para comprar produtos locais diretamente com os produtores e levar um pouco da Toscana para casa. Eu adoro as pinturas da cidade que estão por diversas lojas.
Gastronomia típica de Siena: o que provar
A comida é uma parte essencial da experiência em Siena. A cidade segue a tradição rústica da cozinha toscana, com pratos feitos a partir de ingredientes locais, simples e saborosos.
Entre as especialidades, a pappa al pomodoro é um prato que representa bem essa essência. Trata-se de uma sopa espessa feita com pão amanhecido, tomate, azeite de oliva e manjericão. É reconfortante e, apesar da simplicidade, muito saborosa.
Outro destaque é o pici cacio e pepe, uma massa longa, mais grossa do que o espaguete tradicional, feita apenas com farinha e água. Ela é servida com queijo pecorino ralado e pimenta-do-reino, formando um molho cremoso e levemente picante.
Para a sobremesa, dois doces se destacam. O panforte é um bolo denso, originado na Idade Média, feito com frutas secas, nozes, mel e especiarias como canela e noz-moscada.
Já os ricciarelli são biscoitos macios de amêndoas, cobertos com açúcar de confeiteiro, perfeitos para acompanhar um café ou vinho doce.
Nós visitamos Siena 2 vezes, uma em dezembro de 2013 e outra mais recentemente, em dezembro de 2024.
Dessa vez mais recente, comemos bisteca fiorentina, sei que esse é um prato típico de Florença, mas estávamos com a minha irmã e cunhado e eles queriam provar. Fomos ao restaurante Antica Trattoria Papei, a bisteca estava ótima e pedi um nhoque para acompanhar.
Planejando sua visita a Siena
Siena pode ser visitada em um bate volta a partir de Florença, mas o ideal é pernoitar pelo menos uma noite. A cidade ganha outra atmosfera à noite, quando os grupos de turistas vão embora e as ruas medievais ficam silenciosas e iluminadas. É o melhor momento para explorar com calma, fotografar e jantar em um restaurante mais tranquilo. Assim como, acordar cedo no dia seguinte e aproveitar para tirar fotos sem turistas – amamos fazer isso.
Para quem vai de trem, a estação fica fora do centro histórico. É possível subir por escadas rolantes cobertas ou pegar um ônibus até o centro.
Já quem está de carro precisa ficar atento: o centro é uma ZTL (Zona de Tráfego Limitado), ou seja, o acesso de veículos é proibido para não residentes.
Há estacionamentos pagos na parte externa, e o que ficamos e aconselho é o Parcheggio Santa Caterina, ele fica perto de uma escada rolante que te levará diretamente ao centro de Siena.

Siena é um destino que combina história, arte, gastronomia e paisagens na medida certa. Caminhar por suas ruas de pedra, pela importante praça e provar pratos que seguem receitas passadas de geração em geração é uma experiência que vai além dos cartões-postais.
Seja como parte de um roteiro mais longo pela Toscana ou em uma visita de um dia, Siena tem uma atmosfera única – e merece ser explorada sem pressa.
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